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Como sair das dívidas? Elas podem te ajudar!

Você é daquelas pessoas que só consegue pensar em como sair das dívidas? Não será surpresa se a resposta for afirmativa, afinal, muita gente enxerga as dívidas como um bicho de sete cabeças. A associação ao cheque especial, por exemplo, é muito comum e ajuda a demonizá-las devido aos altos juros que incidem sobre esse modelo de crédito. No papel de educador financeiro, procuro mostrar a imprecisão nessa ideia.

Antes de pensar em como sair das dívidas, vale a reflexão de como elas podem ser úteis. É justamente esse tema que vou tratar aqui. Procure ver as dívidas menos como um problema e mais como uma dádiva.

Parece até exagero, mas faz sentido porque as dívidas podem ser úteis por representarem a oportunidade de contar com o dinheiro dos outros quando o seu acaba. Elas permitem a manutenção de um padrão de vida que, por algum motivo, não estava cabendo no seu bolso.

Dívidas podem ser úteis quando se pagam com o tempo

As dívidas podem ser consideradas saudáveis em algumas situações, sempre associadas a uma atividade que demonstra potencial de ganhos futuros. Por exemplo, quando você se endivida para comprar um equipamento útil à sua profissão ou mesmo um automóvel que será necessário para fazer o trajeto até o trabalho, a tendência é que as dívidas se paguem com o tempo. A construção de renda pode se dar de outras formas, como um curso que ampliará suas habilidades profissionais ou um novo negócio.

Uso das dívidas para preservar o planejamento

Imagine que você tem poupado dinheiro para pagar a faculdade do seu filho, para um projeto futuro ou para a aposentadoria. Se as dívidas são contraídas para preservar esse planejamento, são muito válidas. Perceba que, nesses casos, é preciso colocar as contas na ponta do lápis para avaliar a viabilidade de manter o planejamento sem que as cobranças se tornem impagáveis.

Como sair das dívidas? Mantenha todas elas equacionadas

Claro que nem tudo são flores quando falamos de dívidas. Sem dúvida, elas nos abrem portas importantes, porém é preciso mantê-las sob controle. Tenha sempre em mente que elas devem caber no seu orçamento, ou seja, você precisa planejar de forma antecipada como e em quanto tempo pretende quitar as dívidas contraídas. Caso contrário, o risco de o efeito bola de neve acontecer é muito grande – e pode colocá-lo em uma espiral cada vez maior e difícil de ser solucionada.

O ideal é sempre planejar detalhadamente antes de contrair uma dívida. O empréstimo deve ter uma razão específica e o valor precisa ser compatível ao que você terá condições de pagar em médio prazo.

É importante reagir!

Quando a dívida é decorrente de uma falha no planejamento, ela pode custar caro. Por isso, sempre digo que as pessoas devem reagir rapidamente à elas, sobretudo quando acarretam juros altos – como é o caso do cheque especial. Uma opção é vender algum item da casa em mercados virtuais ou feiras livres. Outra ideia é substituir a cobrança mais pesada por alguma opção que ofereça juros menores.

Se você utilizar os recursos com inteligência, você saberá como sair das dívidas e ainda vai poder usá-las para alavancar sua riqueza.

Postado em 11/06/2018
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