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Conheça as melhores alternativas para sair da poupança

Você mantém seu dinheiro ou parte dele na caderneta de poupança? Se a resposta for afirmativa, desde já deixo a recomendação para que você reveja essa conduta. Neste artigo, vou apresentar diferentes alternativas para sair da poupança. Seu dinheiro pode render muito mais em produtos de renda fixa acessíveis a todos os bolsos.

Felizmente, não faltam alternativas para sair da poupança. É tudo questão de proatividade para buscar a opção que melhor se encaixa na sua situação e investir. A seguir, explicarei por que a poupança não compensa e como seu dinheiro pode render mais e com baixo risco.

Por que você deve sair da poupança

A poupança deixou de ser um investimento há muitos anos. A conta poupança é remunerada atualmente em 70% do CDI ao mês, ficando bem atrás de alternativas simples em renda fixa. A estabilidade que a poupança oferece não se paga na prática. Produtos de renda fixa também se mostram bastante estáveis e premiam seus aplicadores com um rendimento sensivelmente superior.

Muitas pessoas relutam em deixar a poupança porque temem por seu suado dinheiro. A preocupação é legítima, mas o fato é que esse dinheiro – parado na poupança – rende muito menos do que poderia. Outra razão para deixar a poupança é a dependência do famoso aniversário. Essa é uma armadilha famosa que passa despercebida por muita gente. O dinheiro aplicado na poupança só tem algum rendimento quando se completa um mês do aporte. Ou seja, se você precisar do dinheiro dali a 50 dias, terá o rendimento correspondente a apenas 30 dias.

Taxa Selic e CDI

Antes de entrarmos propriamente nas alternativas para sair da poupança, é importante fazer algumas ponderações sobre taxa Selic e CDI. A taxa Selic nada mais é do que a taxa básica de juros da economia brasileira, estabelecida pelo governo. Esse índice referencia as demais taxas do mercado, inclusive o Certificado de Depósito Interbancário, ou CDI. Se determinado produto remunera 100% do CDI, significa que o rendimento está muito próximo da taxa Selic.

Não se perca na tributação

Na regra atual, a poupança remunera 70% do CDI. Esse índice é insuficiente para tornar a caderneta atrativa para os investidores, ainda que não incidam impostos sobre ela. Isso porque o imposto de renda, que abocanha a maior fatia do rendimento, não passa dos 22,5%. Esse índice fica progressivamente menor de acordo com o tempo que o dinheiro fica aplicado. Veja como funciona a regra:

  • Até 6 meses: 22,5%
  • De 6 a 12 meses: 20%
  • De 12 a 24 meses: 17,5%
  • Após 24 meses: 15%

Essa regra pede uma atenção especial a investimentos por períodos mais curtos, já que a tributação é maior. Por isso, construa sua estratégia com inteligência para obter o melhor rendimento possível.

Então, quais são as alternativas para sair da poupança?

O mercado dispõe de uma série de produtos em renda fixa que oferecem boa rentabilidade sem grandes riscos. Veja algumas das mais seguras alternativas para sair da poupança:

  • Tesouro Selic: modalidade do tesouro direto que remunera o investidor com base na taxa Selic.
  • CDB: o Certificado de Depósito Bancário é um empréstimo que as pessoas fazem aos bancos em troca de uma remuneração.
  • Fundo de Renda Fixa: empresa responsável por gerir a compra e venda de títulos públicos para gerar rentabilidade aos investidores.
  • Letra de Câmbio: título de crédito em que a rentabilidade e o tempo de resgate são determinados previamente.
  • Letra de Crédito Imobiliário: título de crédito com uma rentabilidade que varia de acordo com créditos imobiliários.
  • Letra de Crédito do Agronegócio: título de crédito com o objetivo de obter recursos para financiar o setor agrícola.

 

Dentre essas alternativas para sair da poupança, não existe uma considerada campeã. A recomendação mais lógica é avaliar cada caso de forma individual com base em um fator principal. Você deve buscar o produto que oferece melhor desempenho no prazo em que o dinheiro precisará ser retirado. Essa ideia tem tudo a ver com o conceito de liquidez.

Liquidez, um fator a ser considerado

Fique atento à liquidez ao planejar seus investimentos. Você pode perceber que só precisará dos recursos investidos dentro de um prazo mais longo como 12 ou até 24 meses. Nesse caso, busque alternativas com liquidez mais baixa, pois a tendência é que esses produtos remunerem melhor.

Entretanto, se as suas aplicações têm como foco a construção de uma reserva de emergência, procure maior liquidez. Sua remuneração será mais baixa, mas você terá acesso ao dinheiro de forma rápida, até de um dia para o outro. A equação da liquidez dificilmente foge a esta regra: quanto maior a liquidez, menor o rendimento – e vice-versa.

Fundo Garantidor de Crédito, uma proteção ao investidor

Ainda que a maioria dos produtos de renda fixa tenha um caráter conservador, alguns investidores podem temer certos riscos. Se você faz parte desse grupo, é importante ter em mente a existência do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Este fundo garante que, em caso de quebra da instituição financeira, todos os seus recursos aplicados em CDB, Letras de Câmbio (LC), Letras Hipotecárias (LH), Letras de Crédito Imobiliário (LCI),  Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), a própria conta poupança e o saldo em conta corrente, estarão cobertos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por instituição financeira e CPF

O Tesouro Selic não necessita da cobertura do FGC por ser emitido pelo Tesouro Nacional (Governo), a instituição no país que possui a menor probabilidade de não honrar suas dívidas. Os Fundos de Renda Fixa, por aplicarem boa parte do seu patrimônio em títulos públicos, também possuem risco mínimo de quebra.

Um exemplo para lhe encorajar

Reconheço que, muitas vezes, falta um empurrãozinho para que, finalmente, alguém dê seus primeiros passos no mundo dos investimentos. Pois vou lhe dar esse empurrãozinho agora mesmo. Veja este exemplo e entenda por que aplicar dinheiro pode mudar a sua vida.

Imagine que você tem 10 mil reais disponíveis para fazer um investimento. Caso você aplique esse dinheiro com rendimento de 0,37% ao mês (rendimento da poupança em Maio/19), acumulará 38 mil reais após 30 anos. Se o rendimento estiver na casa dos 0,5% ao mês, o montante acumulado depois do mesmo período será de 60 mil reais.

Percebe como o saldo final é bem diferente? Isso porque não levei em conta que alguns produtos de renda fixa podem remunerar acima dos 0,5% ao mês.

Não faltam alternativas para sair da poupança

A poupança é mau negócio para quem deseja valorizar seu dinheiro e multiplicá-lo de forma mais rápida. Mas, felizmente, o mercado está repleto de alternativas para sair da poupança. Já sabe qual delas você vai escolher? Em meu livro Investimentos Inteligentes, mostro como desenvolver a mentalidade de investidor e apresento as melhores alternativas. Conheça esse e outros livros escritos por mim.

Artigo originalmente publicado no blog do BTG Pactual Digital: https://www.btgpactualdigital.com/blog/coluna-gustavo-cerbasi/conheca-as-melhores-alternativas-para-sair-da-poupanca  

Postado em 08/06/2019
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