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Decisões financeiras: como explicá-las à família

Falar sobre dinheiro ainda é tabu para a maioria das pessoas. Não é à toa que, em boa parte das vezes, optamos por não explicar nossas decisões financeiras para os outros. Parece melhor vê-las como assunto pessoal – e não se fala mais nisso.

Mas existem momentos em que temos a necessidade de nos abrir sobre decisões financeiras a pessoas mais próximas. Às vezes por consideração. Às vezes simplesmente por termos revelado algum novo rumo, que de alguma forma altera a expectativa dos outros em relação a nossas escolhas.

Se, por exemplo, um casal resolve alugar um apartamento em vez de optar pelo financiamento imobiliário.

Provavelmente, as pessoas próximas incentivariam a segunda opção. Afinal, para o pensamento tradicional, casa própria é sinônimo de segurança e bom investimento.

Mas, se você acompanha meus vídeos e artigos, sabe que a realidade não é essa.

Na verdade, na maioria das vezes, optar pelo aluguel de um imóvel mais simples, combinado a uma poupança, é garantia de orçamento menos engessado e de liberdade para melhores escolhas. Costuma ser uma decisão inteligente, pautada no bom planejamento financeiro.

Só que nem todos os familiares e amigos conseguem ter essas compreensão. Por isso, você tem duas opções para provar a eles que está no caminho certo.

Uma aula de decisões financeiras à família

A primeira opção que você tem é deixar o tempo provar o acerto de suas decisões financeiras.

É preciso entender que seu projeto é somente seu, e de mais ninguém. Por isso, por mais que haja discórdia e rejeição, aguente o tranco das reclamações. Se a sua atitude for embasada em seus estudos e cálculos, o tempo vai provar que ela foi a correta.

Agora, se pelo respeito que você tem pelas pessoas queridas, ignorar os outros não for uma opção para você, existe outra saída: apresentar dados.

Quando uma decisão é embasada em números e argumentos técnicos, tudo muda. Não há motivos para rejeição.

Se, por exemplo, o aluguel proporciona mais benefícios a você do que a casa própria, apresente-os às pessoas que quer bem. Mas de forma clara.

Faça uma simulação de suas contas considerando o aluguel do imóvel mais simples combinado à poupança. Prove, por A + B, como isso abre suas possibilidades para investir na sua evolução, no fortalecimento da carreira, em mais flexibilidade no dia a dia.

Quando você lida com argumentos sólidos e com contas bem feitas, não existem motivos para questionamentos. Claro que um ou outro pode resistir às suas justificativas de decisões financeiras. E aí você já fez sua parte, deixe que o tempo prove o acerto de suas escolhas.

Um bom planejamento financeiro é aquele que opta pela flexibilidade para construir mais riqueza. Isso faz parte das boas decisões financeiras. E isso é inteligência financeira.

 

Postado em 11/07/2018
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