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Riscos do financiamento da casa própria

O sonho da casa própria pode parecer distante para muitas pessoas. Afinal, trata-se de um dos bens de consumo mais caros a que temos acesso. Muitos optam pelo aluguel, mas há uma boa parcela da população brasileira que se compromete a pagar o financiamento da casa própria. Sem dúvida, é um caminho válido.

No entanto, quem faz essa escolha precisa ter em mente os riscos da operação. É recomendável realizar um planejamento detalhado para saber exatamente como quitar o financiamento da casa própria em médio ou longo prazo.

Este texto serve de alerta para quem pensa em financiar sua moradia e ainda não se planejou direito para isso. Um dos meus seguidores se viu em uma situação incômoda ao perceber que estava com dificuldade para arcar com a despesa mensal gerada pelo financiamento. Após quitar 25% da dívida, ele me perguntou se valia a pena desistir e passar a viver de aluguel. A resposta envolve algumas variáveis.

Financiamento da casa própria: o risco do rompimento

Quando fazemos um planejamento impreciso, o risco de levar um tombo lá na frente aumenta. Por isso, antes de assinar o contrato, é necessário fazer uma análise da transformação do seu orçamento doméstico com a entrada de um novo gasto pesado como a parcela do financiamento.

Além disso, você deve levar em conta outras despesas que vêm na esteira desse compromisso como o IPTU e o condomínio. A partir do momento em que você assina o contrato, voltar atrás, inevitavelmente, implicará em algum tipo de perda.

Financiamentos imobiliários são regidos, em grande parte, pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Os contratos que seguem a tabela SAC preveem que, se a pessoa desistir no meio do financiamento, ela receba apenas uma parcela do que já foi pago da dívida.

Quanto mais próximo de ser quitado o valor total do financiamento da casa própria, maior a parcela recebida pela pessoa se ela optar por repassar a dívida para outro. No caso do meu seguidor, isso significaria um prejuízo de milhares de reais.

Perda em dinheiro, ganho em experiência

A questão é: vale a pena arcar com essa perda? Pode compensar se a pessoa (ou o casal) perceber que não há condições de seguir com esse financiamento da casa própria porque as parcelas estão muito pesadas. De toda forma, trata-se de um tombo considerável que deve servir de aprendizado para escolhas futuras. Uma perda como essa proporciona a reflexão e força a opção por um padrão de vida mais enxuto durante algum tempo.

Fato é que o planejamento financeiro deve ser um exercício contínuo na vida de qualquer pessoa. Assim, ele evita percalços como a interrupção de um financiamento. Se você se habituar a planejar todos os gastos, terá muito mais condições de mapear em detalhes o impacto que um contrato de financiamento pode trazer ao seu dia a dia.

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Postado em 06/06/2018
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