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Como planejar a vida financeira de um casal?

A vida financeira de um casal pode ser tranquila, se for pensada com calma e serenidade. Entretanto, quando isso não é feito e cada um quer remar para um lado, ela é capaz de gerar uma série de transtornos.

Para manter a união afetiva – e garantir o controle das contas no final do mês –, é fundamental planejar bem a vida financeira de um casal. E isso pode ser bem mais simples do que você imagina. É tudo uma questão de equilíbrio.

Vida financeira de um casal: presente x futuro

Uma prática comum que observo nos casais é priorizar o planejamento familiar quando começam a viver juntos. Grandes pilares como casa própria, aposentadoria e educação dos filhos entram na pauta como as bases do novo planejamento.

Racionalmente, esse olhar para o futuro faz muito sentido, pois se trata de uma visão de longo prazo. Porém faço um alerta para quem prioriza excessivamente esses planos que engessam a renda mensal com altos valores: a relação do casal pode se deteriorar com o passar de alguns meses nessa situação.

Quando um casal esgota seu orçamento por direcionar toda a renda aos gastos tidos como mais importantes, cria limitações severas para os gastos com lazer e bem-estar. Além disso, um orçamento muito apertado não dá margem a imprevistos e pode exigir correções emergenciais quando surgirem.

Não abra mão dos planos pessoais

Muitos casais, em nome do bem comum e da saúde financeira, entendem que precisam abrir mão de todos os planos pessoais que tinham antes de casar. Investimento na carreira, viagens e cuidados com o corpo são alguns exemplos.

Esse tipo de postura não costuma dar certo, porque anular as individualidades pode transformar o casamento em um fardo. Isso acontece por causa da frustração inconsciente que surge quando são deixados para trás grandes sonhos da época de solteiros.

No entanto, sempre ressalto que o equilíbrio deve pautar a relação e, consequentemente, a vida financeira após o casamento. Casais que colocam as escolhas individuais muito acima das decisões conjuntas criam uma competição que não ajuda nem um pouco na manutenção da estabilidade da vida a dois.

Equilíbrio entre os três pilares

A melhor forma de manter uma relação saudável é basear as escolhas em três tipos de sonhos: da família, do marido e da mulher.

Em outras palavras, quero dizer que, na conta de um casamento, 1 + 1 = 3. As duas individualidades não podem ser esquecidas, mas devem conviver de forma harmoniosa com as necessidades conjuntas para adequar os três pilares à vida financeira do casal.

Um aspecto fundamental desse equilíbrio é moderar o custo de vida para ter sempre um dinheiro reservado às boas experiências a dois, aquelas mesmas que deram um tempero especial ao namoro e que levaram ao casamento. É esse tipo de atitude que tornará a relação cada vez mais rica.

Postado em 25/07/2018
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